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Registro da jornada de Joel Kriger ao Everest em 2003

TrekkingNepal

Everest

outubro de 2003

O trekking até o Campo Base do Everest tornou-se um divisor de águas e aproximou Joel da montanha que definiria duas décadas de sua vida.

Depois de Machu Picchu, finalmente chegou a hora de Joel encarar o trekking até o Campo Base do Everest em 2003. Além da preparação física, outros preparativos são necessários, como equipamentos, roupas especiais e uma alimentação diferenciada, que inclui barras de cereal e de proteína e alimentos em gel. Quando decidiu escalar a montanha mais alta do mundo, em 2013, a alimentação levada incluía ainda alimentos liofilizados (desidratados a frio e prontos para comer depois de hidratados com água quente).

A esposa de Joca, Marta, acompanhou os aventureiros no trekking até Tengboche, uma das paradas obrigatórias da viagem. O grupo teve como guia ninguém mais, ninguém menos que Vitor Negrete, o experiente alpinista brasileiro que chegou ao pico da montanha mais alta do mundo em 2005. Em 2006, realizou um feito inédito para um brasileiro, chegar ao topo do Everest sem auxílio de oxigênio. No entanto, na descida, veio a falecer por causa do desgaste físico.

Em 2003, completava-se 50 anos da chegada de Edmund Hillary ao topo do Everest. Hillary e o seu sherpa guia foram os primeiros homens a chegar ao pico mais alto do mundo de que se tem notícia. Esta é mais uma das curiosidades do trekking de Joel naquele ano.

A aventura de 2003 começou em Kathmandu, capital do Nepal, no fim de outubro. De Kathmandu, parte-se para Lukla, de onde começa, de fato, o trekking, passando por outras cidades e vilarejos do Himalaia, até chegar ao Campo Base, o acampamento principal que marca o início da subida do Everest. Somente os montanhistas podem acampar no Campo Base. Os trekkers precisam se hospedar em um vilarejo próximo, Gorak Shep.

Outra curiosidade é que o grupo decidiu fazer a subida por uma rota e a descida, por outra para ter a chance de conhecer mais lugares, como o Cho La Pass, e o Gokyo Ri, por exemplo. A subida exige aclimatações, enquanto que, na descida, conforme a altitude vai diminuindo, o oxigênio vai sendo redescoberto. “Daí você vê como ele é importante”, brinca Joel, que teve uma experiência incrível, segundo ele.