
Montanha • Alasca, Estados Unidos
Denali
junho de 2014
A primeira temporada no Denali apresentou a Joel uma das montanhas mais exigentes dos Sete Cumes.
O ponto mais alto da América do Norte fica no Alaska, estado americano no extremo norte do continente. Conhecido também como Monte McKinley, em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, William McKinley, que governou o país de 1897 a 1901, o Denali retomou seu nome original em 2015, no governo do então presidente Barak Obama, que oficializou o termo do povo koyukon como o nome oficial da montanha.
Com 6.190 metros de altitude, o Denali é o ponto mais alto da América do Norte e a sexta maior montanha das Américas. Joel esteve lá pela primeira vez em junho de 2014. Diferente de outros trekkings, em que esteve acompanhado por amigos ou familiares, desta vez ele foi sozinho e teve por companhia aventureiros de outros países em um grupo organizado por uma das sete empresas americanas autorizadas a fazer a excursão até o topo da montanha.
Outra diferença em relação a outros montes visitados por Joel, no Denali o trekker precisa levar a sua própria bagagem consigo. Não há guias carregadores como no Everest e outras montanhas. Os guias, neste caso, apenas indicam o caminho e ajudam os aventureiros em todas as suas necessidades. São eles que cozinham também nos acampamentos.
Uma curiosidade da viagem é que, por serem extremamente organizados, toda a bagagem da viagem precisa ser conferida antes de iniciar a excursão. Há normas específicas para que cada item necessário esteja na bagagem. Se o trekker esquecer algo, tem como comprar na cidade de Talkeetna, de onde sai o avião que leva os aventureiros até o Campo Base da montanha. Na verdade, há normas para tudo, exatamente tudo, o que chegou a incomodar Joel, que gosta das normas, mas não tanto como os americanos impõem à excursão.
Mas algumas delas são importantes e mantêm a preservação do local. Um exemplo é a utilização do banheiro. Cada grupo de trekkers tem um balde e sacos plásticos para as necessidades. Nada é descartado na montanha, principalmente resíduos de alimentos e embalagens. Isso porque qualquer material, mesmo que orgânico, fica congelado e não se decompõe.
Outra curiosidade é que, para que os trekkers não precisem carregar toda a bagagem o tempo todo, eles enterram na neve alguns itens para aliviar o peso a cada etapa e subirem mais leves. Além disso, a bagagem do grupo é dividida entre os membros para facilitar nessas etapas mais pesadas da subida. Ao atingirem um novo campo, os trekkers montam acampamento, deixam as suas bagagens e voltam para resgatar os itens enterrados na etapa anterior, geralmente no dia seguinte.
Depois, a cada nova etapa da subida, parte da bagagem é enterrada e, depois, resgatada. Só entre o pico e o campo 4 é que os trekkers sobem com o mínimo de bagagem, mas esta etapa não chegou a ser percorrida por Joel em 2014, apenas no ano seguinte. As bagagens enterradas na neve são sinalizadas por bandeirolas e ficam protegidas durante a excursão. As bandeirolas são fornecidas pelos guardas do Parque Nacional e Reserva do Denali.
Para Joel, o Denali é a montanha mais difícil da lista dos Sete Cumes mais altos do mundo, uma vez que o trekker precisa fazer tudo, sem o auxílio dos guias. O Vinson, ponto mais alto da Antártida, tem condições e temperaturas parecidas, mas com distâncias menores entre os campos da montanha.
Em 2014, por causa das condições climáticas, Joel não conseguiu chegar ao cume da montanha. Foram sete dias esperando os ventos de cerca de 160 km/h diminuírem, acampados no Campo 3, para que pudessem avançar a subida até o Campo 4 e, depois, até o topo. Mas, como Joel mesmo diz, ninguém combina essas coisas com a montanha. A conquista do cume se deu no ano seguinte.
Aqui, você acompanha alguns registros da primeira tentativa de Joel de chegar ao cume do terceiro maior dos Sete Cumes.
Registros da jornada
