Menu
Registro da tentativa de Joel Kriger no Canal da Mancha em 2013

NataçãoInglaterra–França

Canal da Mancha

2013

A primeira tentativa de cruzar o Canal da Mancha mostrou a dimensão do chamado “Everest das águas”.

Como é dito no livro, os Sete Cumes já são uma aventura imensa, mas incluir aí a travessia do Canal da Mancha como uma das conquistas possíveis é como colocar uma cereja em cima de um bolo igualmente gigantesco. E Joel fez isso. Não só uma vez, mas três – até agora.

Sua primeira tentativa de cruzar o canal de mar que liga a Inglaterra à França aconteceu em 2013. Para isso, foram necessários dois anos de preparativos. Não só físicos, mas também logísticos. A travessia do Canal da Mancha é muito organizada e somente poucos nadadores conseguem realizá-la a cada ano. Para encarar o desafio, além de bem preparado para encarar o percurso de 33 km, o nadador precisa conseguir reservar uma vaga no período possível para a aventura, que geralmente vai do fim de junho até o mês de setembro. Como diz Joel, é uma loteria.

Isso porque não basta chegar a Folkestone, a cidade inglesa de onde se parte para a travessia, entrar no mar e sair nadando. Não. Os ingleses são muito organizados e há uma associação que coordena a condução de cada nadador. Há dias específicos para a realização da prova e as condições marítimas e climáticas precisam estar favoráveis. Ou seja, a corrente tem que estar a favor e os ventos numa velocidade aceitável. Além disso, cada nadador é acompanhando por um barco durante todo o trajeto. Ao todo, somente seis barcos fazem a travessia por dia. Isso quer dizer que apenas seis nadadores podem tentar cruzar o canal.

Há quem espere dias até ter a chance de realizar a prova. Para se ter um exemplo, Joel mesmo teve de esperar para conseguir realizar a prova. No caso dele, a viagem que seria de seis dias, levou dez. E, quando chegou a sua vez, não conseguiu concluir a aventura.

Para Joel, ele fez uma coisa que nunca se deve fazer, superestimar-se. Antes do Canal da Mancha, Joel enfrentou o Monte Everest. Entre uma aventura e outra, foram apenas três meses, pouco tempo para quem precisava ganhar uns quilinhos extras e desenvolver um condicionamento mais adequado para a maratona aquática. Apesar de todo o esforço e dedicação que Joel empreendeu, ainda assim ele viu que não foi suficiente. Depois de horas enfrentando as águas geladas e a ondulação intensa do canal, ele percebeu que não seria possível continuar. A conquista do “Everest das águas” ia ter de ficar para uma próxima aventura.

No livro, a jornada de Joel no seu primeiro Canal da Mancha é contada em detalhes, mas aqui você confere os registros dessa tentativa.